Última alteração: 2025-02-28
Resumo
Introdução. A desmielinização, caracterizada pela perda da bainha de mielina, afeta a condução nervosa e ocorre em doenças como a Esclerose Múltipla. O teste MTT (brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio) é importante por permitir a avaliação da viabilidade celular de fatias organotípicas de cérebro desmielinizadas experimentalmente com lisolecitina e tratadas com membrana amniótica humana (MAH), que apresenta potencial neuroprotetor. Objetivos. Analisar a viabilidade celular de fatias organotípicas de córtex cerebral de camundongos, a fim de comparar fatias sadias, desmielinizadas e tratadas com MAH. Metodologia. O trabalho teve aprovação da Comissão de Ética no Uso de Animais (parecer A3CEUA/23), e do Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 6.389.780), ambos da Universidade do Vale do Paraíba. Fatias organotípicas (de 400 µm) de córtex cerebral, obtidas de camundongos C57BL/6, foram divididas em três grupos experimentais: sadio, desmielinização (expostas à lisolecitina a 10 mg/ml) e tratamento (expostas à lisolecitina e cobertas com MAH). As fatias foram incubadas em estufa de CO2 por 1 hora, seguido da adição de MTT (5 mg/ml), e incubação por 3 horas. Após solubilização em isopropanol/HCl e centrifugação, o sobrenadante foi analisado por absorbância. Resultados. A desmielinização reduziu a viabilidade celular em 28,75%, enquanto o tratamento com MAH aumentou para 117,79%, indicando que a MAH não apenas possui propriedades neuroprotetoras, mas também recupera a viabilidade celular em condições desmielinizantes. Conclusão. A desmielinização reduziu a viabilidade celular, enquanto a MAH restaurou a viabilidade, evidenciando seu potencial neuroprotetor.